Estratégia de custo e benefício ou vantagens e desvantagens na infância e adolescência.

Foto de Elena Mozhvilo na Unsplash

por: Roberta Joaquim

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A estratégia de custo/benefício ou vantagem/desvantagem é considerada uma estratégia terapêutica com foco em resolução de problemas e tem como objetivo auxiliar o cliente a olhar de forma consciente para ambos os lados de uma mesma situação.

Friedberg e McClure em seu livro “A prática cognitiva com crianças e adolescentes” propõe 4 passos para utilização dessa estratégia:

  1. Qual a questão a ser abordada? Exemplos: não fazer a tarefa de casa da escola, fazer o plano de ação da terapia, arrumar o seu quarto, etc.;
  2. Listar o máximo de vantagens e desvantagens em relação à questão abordada. Inicie sempre pelas vantagens; ajude a criança e/ou adolescente a explorar o máximo de informações possíveis, incluindo informação que vocês obtiveram em sessões anteriores;
  3. Nesse passo é importante revisar cada item da lista de vantagens e desvantagens e incluir projeção de tempo. Exemplos: O que faz esse item ser vantajoso ou desvantajoso? Quanto tempo você acha que essa vantagem/desvantagem pode durar? Pouco, médio ou muito? A projeção de tempo pode ser em horas, dias, semanas, meses, isso vai depender da etapa de desenvolvimento do cliente como, também, do desenvolvimento cognitivo.
  4. Conclusão da questão abordada, mas não passe para esse último passo antes de explorar bem o passo anterior. Importante balancear as vantagens e desvantagens para a decisão.

Essa estratégia pode ser usada para tomadas de decisões, escolhas e comportamentos para que se atinja uma perspectiva mais abrangente e assim levar a criança e/ou adolescente a fazer escolhas que atendam melhor os seus interesses.

Outra sugestão, dos mesmos autores no livro “TCC expressa”, oferece uma intervenção de vantagens/desvantagens com o objetivo de engajar o cliente e sua família na adesão ao tratamento medicamentoso, alimentar e você pode incluir o psicoterápico, caso os tratamentos alimentar e medicamentoso não estejam no planejamento do tratamento. Você pode adequar a intervenção às necessidades de seu cliente.

A autora nomeia a intervenção e o inventário de intervenção de “Folha mantendo o equilíbrio” e sugere a intervenção para a idade de 08 à 18 anos. Ela sugere a intervenção de forma muito semelhante à acima descrita e chama a atenção que quando o terapeuta revisar e avaliar a lista de vantagens e desvantagens possa observar e intervir em supergeneralização e interpretações catastróficas. 

Essa intervenção quando envolve familiares pode auxiliar na redução de conflitos familiares.

Lembre-se de que é sempre convidativo você adequar as intervenções à fase de desenvolvimento, ao desenvolvimento cognitivo e às preferências e interesses de nossos clientes. Fazer a intervenção de forma escrita auxilia de forma eficiente a avaliação do cliente, para isso existem recursos eletrônicos como uma lousa interativa usada em atendimentos online que podem auxiliá-lo como.

Desejamos que nosso texto tenha auxiliado.

Ficaremos felizes com o seu feedback!

 

Referências:

Friedberg, R.G e McClure, Jessica M. A prática clínica da terapia cognitiva com crianças e adolescentes. Trad: Henrique Guerra; revisão técnica: Ricardo Wainer – 2° ed – Porto Alegre: Artmed, 2019.

McClure, J. M., Friedberg, R. D., Thordarson, M. A., Keller, M.  (2021). TCC Expressa: Técnicas de 15 Minutos para Crianças e Adolescentes. [[VitalSource Bookshelf version]].  Retrieved from vbk://9786558820123

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