Estratégia de Custo e Benefício na prática clínica

Foto de Greg Rosenke na Unsplash

Por: Roberta Joaquim

Foto de Greg Rosenke na Unsplash

Na prática clínica percebemos que , muitas vezes,  os pacientes resistem a mudanças em seus pensamentos, emoções, comportamentos, pressupostos e crenças. 

Um paciente pode relatar que seria prejudicial deixar de sentir tanta raiva porque deixará de reagir a situações de injustiça e será passado para trás. Outro paciente pode justificar que abandonar o comportamento de procrastinação pode levar ao aumento de ansiedade por enfrentar a tarefa.  Ou ainda, que abandonar a regra “devo ser perfeito” levará a decepcionar as pessoas e ser rejeitado.

 Portanto, analisar os custos e benefícios nos ajuda a entender as razões que sustentam aquele pensamento, emoção, comportamento, pressupostos ou crenças indesejados e vislumbrar quais seriam os benefícios de uma mudança, buscando motivá-los a isso.

 Essa intervenção também pode  ser útil em momentos em que o paciente precisa tomar uma decisão sobre uma situação, como permanecer ou mudar de emprego, e está com dificuldade.

Para utilizar essa estratégia de intervenção inicie explicando o objetivo e a racionalidade do uso da técnica ao paciente e obtenha um consentimento do mesmo.  Faça um registro por escrito dos custos e benefícios de permanecer com aquela crença, comportamento ou situação.  Em seguida, liste uma série de custos e benefícios de mudar.  Leia todos os argumentos listados e peça ao paciente qual a conclusão que ele chegou e quais seriam os passos a partir daquela decisão.

Sugerimos que você faça a autoprática dessa estratégia. Escolha um pensamento ou um comportamento seu e siga os passos acima. Avalie como você se sentiu durante a intervenção e como ela te ajudou a chegar a uma nova perspectiva.

Lembre-se que essa estratégia é acompanhada de perguntas socráticas para que seja efetiva.

Referências: WRIGHT, J. H; BASCO, M. R; THASE, M.l E. Aprendendo a terapia cognitivo-comportamental: um guia ilustrado. Porto Alegre: Artmed, 2008

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